De forma a concluir este tema da Inovação na Escola do Séc. XXI, deixo aqui algumas ideias retiradas do Manual do Ministério da Educação, sobre a Promoção do Empreendedorismo na Escola, que visam esclarecer o que é empreender e inovar na Escola.
“O grupo de peritos da Comissão Europeia para o programa de trabalho especializado sobre as competências-chave para a aprendizagem ao longo da vida definiu o empreendedorismocomo uma competência essencial, considerando que empreender engloba uma componente activa e uma componente passiva, podendo este conceito ser entendido como uma propensão para inovar mas também como a capacidade para acolher e desenvolver a inovação proveniente de factores externos. Inclui acolher a mudança, assumir responsabilidades pelas próprias acções, a formulação de objectivos e a tentativa do seu cumprimento e a vontade e motivação para o sucesso.”
“ […] podemos pensar o empreendedorismo como sendo, fundamentalmente, a capacidade e o desejo de agir. Trata-se de um agir consciente, determinado e voluntário, tendente à obtenção de mudanças. Nesse sentido ser empreendedor pode ser caracterizado como um atitude dinâmica perante a realidade, em que face a determinados contextos, internos ou externos, imagina respostas de modificação dessa realidade. É por isso que, habitualmente, empreendedorismo e inovação aparecem associados, porque o empreendedor tende a realizar as suas acções de forma diferente, visando outros resultados, e nesse processo constante de inovação vai recriando a realidade. Para o empreendedor o mundo está em permanente mudança, pelo que podem ser imaginadas e criadas novas formas de transformação da realidade. Esta capacidade de recriar a realidade é determinante para a sociedade, para a resolução dos novos problemas que vão surgindo acoplados ao progresso e à evolução tecnológica das comunidades, ou para a proposta de soluções inovadoras em relação às problemáticas transgeracionais que persistem sem soluções viáveis. Portanto, a educação para o empreendedorismo deve procurar proporcionar um ambiente em que os alunos possam, não só exercitar a capacidade de imaginar as mudanças e de criar projectos em concordância com esses propósitos, mas sobretudo pôr em prática as suas propostas.”
“Os professores e os agentes educativos têm um papel fulcral no incentivo ao empreendedorismo, valorizando o esforço dos seus alunos, analisando cuidadosamente as suas propostas de projectos de investigação/acção, propondo metodologias de trabalho que sejam motivadoras e que permitam a realização desses mesmos projectos, monitorizando todo o processo de aprendizagem/ensino e os resultados provenientes da sua implementação. É da responsabilidade dos professores a integração das aprendizagens curriculares e dos programas das áreas disciplinares nos objectivos e processos de trabalho que os alunos desenvolverão no âmbito da execução dos seus projectos de investigação/acção. Afigura-se, assim, essencial que a experiência seja orientada em cooperação, com uma forte participação dos alunos, mediante a abordagem dos projectos individuais ou colectivos da turma, negociando directamente as estratégias de acção propostas pelos alunos.”
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